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segunda-feira, dezembro 5, 2022

Tosse dos canis: entenda um pouco mais sobre a doença infecciosa que acomete os cães, principalmente no inverno

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Durante o inverno, os cães ficam mais suscetíveis às doenças infecciosas, como a tosse dos canis, também conhecida como gripe canina. A queda nas temperaturas e os baixos índices de umidade somados ao aumento da aglomeração em ambientes fechados são alguns dos fatores que contribuem para a disseminação desses agentes infecciosos. Considerada uma zoonose, isto é, doença que pode acometer animais e humanos, todo cuidado é pouco para garantir a saúde e bem-estar, tanto dos pets, quanto de seus tutores e toda a família.

Pensando nisso e com o objetivo de contribuir com informações relevantes, a Vetnil®, uma das líderes no mercado pet no país e parceira de quem cuida, compartilhou em seu blog um conteúdo elaborado em parceria com o Médico-Veterinário Dr. Renato Costa explicando sobre o que é de fato a tosse dos canis, como acontece sua transmissão, formas de prevenção, diagnóstico, sintomas e tratamento.

O que causa a gripe canina? 

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A tosse dos canis é uma doença infecciosa causada por diferentes microorganismos, geralmente em associação. Os principais agentes contaminadores são a bactéria Bordetella Bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina, que se alojam no sistema respiratório dos animais.

Além disso, assim como a influenza humana, a gripe canina também é transmissível. Sendo assim, as principais formas de contágio são pelo ar ou pelo contato com secreções nasais e orais de animais já contaminados. Por este motivo, a aglomeração de pets em locais fechados — como canis, creches e hotéis — facilita a proliferação desses micróbios.

Por isso, em casos de infecção pela doença, o recomendado é que o seu pet fique isolado até uma semana depois do desaparecimento de todos os sintomas.

Tosse dos canis passa para humanos?

Esse cuidado deve ser tomado não só com outros animais, mas também nas interações entre o pet e os tutores.

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A tosse dos canis é uma zoonose — termo que se refere às doenças que são transmitidas de animais para humanos, ou de humanos para os animais —, então pode, sim, contaminar as pessoas que convivem com o pet — embora ocorra raramente e afete mais intensamente grupos com baixa imunidade.

Principais sintomas da tosse dos canis

Normalmente, os primeiros sinais da doença começam a aparecer de 3 a 10 dias após a infecção inicial. Os primeiros sintomas são muito semelhantes aos da gripe humana:

  • febre;
  • tosse seca;
  • secreções nasais;
  • indisposição.

Em animais adultos, a infecção normalmente se restringe a esses sintomas mais leves, havendo melhora espontânea após uma a duas semanas.

Contudo, em animais que são considerados “grupos de riscos” — aqueles que têm a imunidade comprometida, como filhotes, idosos e com doenças pré-existentes —, ela pode evoluir para uma condição mais grave, como uma pneumonia.

Por isso, ao observar qualquer um desses sinais, é importante procurar um Médico-Veterinário para fazer a avaliação correta e o quanto antes, para evitar que a doença evolua.

Como é feito o diagnóstico da doença?

Normalmente, o diagnóstico é feito com base em uma avaliação completa feita pelo Médico-Veterinário, considerando os sintomas apresentados e o histórico do animal.

Para maior precisão, pode ser solicitado um exame PCR — semelhante àquele realizado para diagnosticar o Covid-19. Entretanto, o Drº Renato pontua que essa opção é indicada mais raramente, devido à necessidade de anestesia do paciente para obtenção da amostra a ser analisada.

Qual é o tratamento para a tosse dos canis?

Após o diagnóstico, o Médico-Veterinário vai indicar o tratamento adequado de acordo com o quadro do paciente.

Nos cenários mais leves, os sintomas são tratadas com xaropes antitussígenos e broncodilatadores até que a infecção se cure.

Já para aqueles quadros mais graves, há também a administração de antibióticos para combater a doença e evitar infecções secundárias. Nesses casos, quando há secreção mucoide ou mucopurulenta, o uso de mucolíticos também é indicado.

Lembre-se que animais que pertencem aos grupos de risco podem necessitar de acompanhamento mais frequente e outras modalidades de terapia.

Para manter o seu pet longe da tosse dos canis, o Dr. Renato recomenda a vacinação do animal contra os agentes infecciosos e também a adoção de medidas para melhorar a imunidade do cão, como o uso de suplementos que contenham antioxidantes e outros componentes que estimulem e regulem a função imune.

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