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segunda-feira, agosto 15, 2022

Todos os Ômega 3 são iguais?

Muito comum na saúde humana e cada vez mais presente na nutrição animal, existem importantes diferenças entre Ômegas 3 que devem ser consideradas

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O aumento da expectativa de vida dos animais de companhia trouxe consigo um maior interesse de seus tutores na saúde e a busca por uma nutrição mais saudável.  A suplementação alimentar com Ômega 3 vêm sendo cada vez mais estudada na medicina veterinária e demonstra benefícios para o pet em todas as fases de sua vida.

Os Ômega 3 são ácidos graxos poli-insaturados essenciais, sintetizados pelo corpo em quantidade inferior à necessária para o funcionamento ideal das células. Por isso, sua suplementação se mostra importante em todas as fases da vida do pet, mas especialmente na sua senioridade. Dentre todas as gorduras que fazem parte dos Ômega 3 o ácido eicosapentaenoice (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA) são os de maior importância clínica. Estes dois ácidos graxos são encontrados em óleos extraídos de peixes como o salmão, fitoplânctons e em algas unicelulares.

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A principal função do EPA é a produção de substâncias denominadas eicosanoides, que atuam reduzindo os processos inflamatórios do organismo, o que torna o seu uso muito favorável para animais com problemas articulares e dermatológicos. Já o DHA tem elevada importância no desenvolvimento cerebral, na proteção do sistema nervoso e na capacidade de aprendizado dos pets. Além disso, ambos têm papel fundamental no sistema nervoso central, aumentando a função cognitiva, e na retina, importante na manutenção da capacidade visual.

 “Antes de suplementar a alimentação do pet com ômega 3 é importante ter clara qual a intenção da suplementação. Se o objetivo for reduzir um processo inflamatório, as formulações com maior concentração de EPA podem ser mais indicadas”, conta a médica veterinária Tais Motta Fernandes, gerente da linha de produtos terapêuticos e articular da Avert Saúde Animal. “Agora, se o objetivo é auxiliar no desenvolvimento neurológico nas primeiras fases da vida dos filhotes, a suplementação de uma concentração maior de DHA é ideal, e pode ser oferecida à fêmea gestante, lactante e posteriormente ao desmame para os próprios filhotes.”

Conhecidos pela atuação na reconstrução da barreira protetora natural da pele e por combater a inflamação cutânea nos animais que apresentam atopia quando associado ao óleo de borragem, estudos também demonstram os benefícios do Ômega 3  associado à outras substâncias no equilíbrio dos níveis de colesterol e triglicérides no sangue e no controle de doenças crônicas como cardiopatias, doenças renais e endócrinas.

A utilização da suplementação de Ômega 3 como adjuvante em tratamentos tem sido cada vez maior, principalmente pela capacidade de potencializar a ação de medicações, e embora o efeito seja gradual não imediato, os efeitos colaterais são raros mas podem ocorrer quando fornecidas doses excessivas do suplemento.

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“É importante ficar atento de que não existe uma dose ideal do Ômega 3 conhecida para os pets, e ela pode variar de acordo com o objetivo, fase da vida, dieta ou a condição a ser tratada. Por isso, apenas o médico veterinário pode prescrever a quantidade ideal e adequada para cada paciente e pelo período que deve ser administrado, e é de extrema importância que o tutor adquira exatamente o Ômega 3 prescrito, com a proporção correta de EPA e DHA, para que a suplementação tenha o efeito desejado”, explica Tais.

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