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segunda-feira, agosto 15, 2022

Os problemas na pele dos cães aumentam no outono?

Dermatites alérgicas são as que mais acometem os cães nesta época do ano

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O outono chegou e as mudanças de temperatura e a baixa umidade típicas desta época do ano podem aumentar os casos de dermatites em cães que impactam o bem-estar dos pets.

A Dermatite Alérgica à Picada de Ectoparasitas (DAPE) é uma das mais frequentes na clínica veterinária. O quadro ocorre em decorrência da hipersensibilidade dos pets às picadas de pulgas e carrapatos. “Após terem contato com esses ectoparasitas os cães apresentam prurido intenso seguido pela lambedura da região. O incômodo é tão intenso que o cão chega a mordiscar a pele. O comportamento pode ocasionar lesões e piorar o quadro”, explica a Médica-Veterinária e Gerente de Produtos da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Fernanda Ambrosino.

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A região dorsal, orelhas, patas e abdômen são as áreas mais afetadas pela alergia que pode gerar lesões cutâneas secundárias provenientes da coceira intensa. Entre os sintomas mais comuns estão: alterações na coloração dos pelos, descamação e queda de pelo (alopecia), além de infecções nas orelhas (otites).

A principal forma de evitar a DAPE é o uso frequente de ectoparasiticidas que protegem os animais contra a ação de pulgas e carrapatos, que além de afetar a pele dos cães são fonte de transmissão de uma série de doenças. “Os tutores devem aplicar mensalmente produtos com ação contra pulgas e carrapatos, mesmo nos animais que não vão com frequência à rua. A escovação diária também é uma aliada indispensável, pois auxilia na remoção dos pelos mortos”, detalha Fernanda.

Outro tipo de patologia dermatológica que afeta os cães com frequência é a dermatite atópica (DA) uma inflamação crônica caracterizada por uma alteração cutânea que permite a passagem de alérgenos e a colonização e proliferação de microrganismos na pele do animal.

Estima-se que três em cada dez animais que vivem em grandes cidades sofrem com a doença.  Entre os principais sintomas estão: prurido, ressecamento da pele, lesões cutâneas, e otite.

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Como apresentam coceira intensa, os animais acometidos têm a pele extremamente sensível e apresentam inflamações cutâneas com lesões nas regiões da face, orelhas, patas e abdômen.

“Com origem multifatorial, o diagnóstico da enfermidade requer uma investigação detalhada, pois a alimentação, os produtos de limpeza utilizados no ambiente e até mesmo fatores emocionais podem estimular o aparecimento do quadro”, explica Fernanda.

A hora do banho é um momento muito delicado para os pets portadores de dermatites. Os animais devem utilizar produtos específicos e a higienização deve ser individual e  acontecer semanalmente. O pet não pode tomar banho com água quente e não pode utilizar secador com vento quente. “Hoje, o mercado pet oferece uma série de soluções que auxiliam no controle da sintomatologia e trazem qualidade de vida para o pet”, finaliza Fernanda.

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