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sábado, outubro 1, 2022

Gato não, senhor gato! Idade avançada de felinos exige cuidado com alimentação e suplementação adequada

Médicos veterinários alertam para cuidados com aquilo que gatos idosos consomem

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Se você tem um gato com 7 ou mais anos de idade, pode saber: você tem um senhor gato em casa. Essa é a idade em que os felinos começam a envelhecer, e para melhorar a qualidade de vida dos bichanos é preciso estar atento a alguns cuidados. E como a gente e também os pets são aquilo que comem, a alimentação é o primeiro cuidado ao qual o tutor deve estar atento. “Com o avanço da idade, muitos gatos começam a ter reduzidas as capacidades de digestão e de absorção de alguns nutrientes, por isso é preciso que alimentação seja rica em proteínas, mediana em gorduras e bem pouco carboidrato, isso durante toda a vida, mas em especial na fase idosa”, conta Mônica Carraro, médica veterinária da Organnact, marca que há 30 anos pesquisa suplementação para pets.

Mas, isso significa que tenho que parar de dar ração para meu gato? Não. As rações premium e super premium compradas em pet shop em grande parte já são balanceadas, mas é interessante passar a ofertar mais nutrientes de maneiras diferenciadas. Para quem tem um filhote o processo de adaptação na ingestão de comidas com diferentes texturas pode ser mais tranquila, mas para os gatos de mais idade, se ele já está acostumado com a ração seca, a oferta de comidas naturais, sachês e petiscos pode funcionar como uma complementação. “Hoje o setor de pet food oferece, por exemplo, comidas naturais com dietas elaboradas por médicos veterinários e que são excelentes para aqueles gatos que já não digerem tão facilmente ou que tenham algum problema de dentição. É o tipo de alimentação com maior palatabilidade e de mais fácil digestão”, diz Mônica.

Além disso, optar por oferecer comidas mais úmidas aos gatos de idade é uma das saídas para evitar que os bichanos desenvolvam algum tipo de doença renal, típica de felinos. Para se ter ideia, um estudo realizado por dois médicos veterinários e publicados na revista científica Journal of Small Animal Practice revelou que de 35% a 50% dos gatos em meia idade ou idosos são acometidos pela doença renal crônica e que o índice de mortalidade da doença pode chegar a até 57%. “Além de oferecer alimentos úmidos, deixar vários potes de água em casa, fontes, ou ainda colocar pedras de gelo na água quando está calor. O estímulo deve acontecer a vida inteira, de forma a prevenir a doença renal”, explica a veterinária.

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Outro ponto importante quando se fala da saúde de gatos idosos é a oferta de suplementação. “Mesmo com a inserção de mais proteínas na dieta, é importante suplementar o gato idoso. O uso de suplementação voltada especificamente para gatos idosos é uma das maneiras de garantir que o animal esteja consumindo os níveis adequados de nutrientes. Importante buscar suplementos que sejam de fácil administração, como os oferecidos em pó que podem ser adicionados em qualquer tipo de alimentação do animal”, conta Mônica. Para os animais que não adaptam à suplementação em pó, é possível fazer uma bolinha com água, de forma que eles brinquem e comam.

Mas é claro que os cuidados deve ir além de uma alimentação e de uma suplementação adequada. A oferta de um ambiente enriquecido para garantir que o gato mantenha-se ativo, com brinquedos, arranhadores é essencial para que a saúde física e mental do bichano esteja em alta. Ainda, é importante levar o gatinho com mais frequência nas consultas veterinárias, pois é preciso garantir que o envelhecimento seja saudável. “Assim como as pessoas idosas, os animais também precisam ter os cuidados redobrados com a saúde para que cada ano vivido a mais seja um tempo de qualidade e carinho”, conclui Mônica.

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