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terça-feira, setembro 28, 2021

Espondilose em Cães – o bico de papagaio, saiba mais!

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A espondilose anquilosante recebe vários nomes: espondilose deformante, espondilose ossificante, mas talvez o mais curioso seja o de “bico de papagaio”. Nome muito curioso adquirido pelo formato da lesão que causam.

Essas lesões tão caracteristicamente aparecem principalmente na parte inferior das costas do cão, mas o que são? Por que eles aparecem? E acima de tudo, o que fazer se meu cachorro tiver bico de papagaio? Explicamos todos os detalhes para você.

O que é espondilose anquilosante?

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Espondilose anquilosante é um processo degenerativo da coluna vertebral do cão. Ela afeta o ligamento intervertebral e as vértebras adjacentes. Não é de natureza inflamatória ou infecciosa. É caracterizada pelo aparecimento de osteófitos, que são crescimentos de tecido ósseo na base das vértebras, e devido ao seu formato foram chamados de “bico de papagaio”.

Mas nos casos mais graves esses “bicos de papagaio” continuam crescendo, e acabam formando pontes entre duas ou mais vértebras, impedindo sua mobilidade e em alguns casos afetando a medula espinhal ou raízes nervosas.

Por que aparecem bicos de papagaio?

A causa é desconhecida, mas acredita-se que a tensão acumulada na área possa causar microrrupturas no ligamento intervertebral, levando ao aparecimento de tecido fibroso e posteriormente à invasão de células ósseas nas áreas de maior estresse.

O que está comprovado é que esta doença afeta principalmente raças grandes e cães com sobrepeso, sendo mais comum em Boxers, Dogues Dinamarqueses e algumas raças de pastoreio. O mais comum é que apareça a partir dos 8 anos de idade. Uma prevalência ligeiramente maior também foi descrita em fêmeas, especialmente se elas tiveram várias gestações, bem como em cães de esporte.

Como posso saber se meu cão tem Espondilose Anquilosante?

Ressalta-se que essa doença passa despercebida em muitas ocasiões, mas cães que não apresentassem sintomas, mesmo que tivessem a doença, não precisariam de tratamento. No entanto, os sintomas que podemos observar em muitos outros cães são:

  • Rigidez, curvatura e dificuldade de movimentação.
  • Dor na área.
  • Alterações comportamentais associadas à dor, como: redução da energia, letargia, apatia, depressão e até agressividade.
  • Se a medula espinhal estiver envolvida, pode ocorrer paralisia progressiva, paresia (paralisia parcial), ataxia (dificuldade de coordenação) ou paraplegia.

Se observarmos algum sintoma em nosso cão é importante que seja avaliado pelo veterinário. A radiografia da coluna geralmente é suficiente para confirmar ou descartar a doença. Mas, para avaliar se a medula espinhal é afetada, outros exames complementares, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, podem ser necessários.

Qual é o tratamento para o bico do papagaio?

Como vimos, se o seu cão não apresenta dores ou quaisquer outros sintomas, não necessita de tratamento veterinário, mas pode seguir as recomendações de prevenção tal como os cães saudáveis: evite o sobrepeso e a obesidade, faça exercício moderado e complemente a sua dieta com condroprotetores.

Por outro lado, cães com dor ou outros sintomas precisam de tratamento estabelecido pelo médico veterinário, que incluirá analgésicos, antiinflamatórios não esteroidais e condroprotetores, além de repouso e, se possível, reabilitação e fisioterapia.

Por último, os cães mais gravemente afetados com compressão da coluna ou da raiz nervosa precisarão de cirurgia descompressiva realizada por um especialista.

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