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domingo, julho 3, 2022

A ocorrência de câncer em animais aumentou?

Conheça os tipos mais comuns da doença, sintomas, tratamentos e prevenção. Estar atento aos primeiros sinais do pet pode evitar casos mais graves

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A palavra “câncer” assusta todos nós. Mais conhecida entre os humanos, a doença está relacionada ao envelhecimento e outras condições preexistentes. No mundo animal a comparação é semelhante. Com o crescimento da população de cães e gatos e melhora nos tratamentos de doenças, houve o aumento da expectativa de vida dos pets, o que fez com que crescesse também a incidência de câncer nos animais.

Outra variável que impacta a percepção de aumento de câncer em animais diz respeito a acessibilidade e melhora da tecnologia nos recursos diagnósticos, aliada a outros fatores, como conscientização dos tutores diante da existência e importância do diagnóstico e tratamento.

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Além disso, o veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Uninter, Marivaldo da Silva Oliveira, explica que, cada vez mais, os animais são tratados como membros da família e estão dentro de casa, ficando assim mais fácil de o tutor perceber o aparecimento dos primeiros sinais clínicos, o que leva à preocupação em curá-los.

“Os sinais clínicos em animais são muito variáveis e dependem do tipo de doença. Os tipos de câncer que proporcionam o aumento de volume ou formação de nódulos em alguma região do corpo, geralmente, são os mais identificados, tais como a neoplasia da glândula mamária, que leva ao aumento de uma ou mais cadeias mamárias na cadela ou gata. Os carcinomas de células escamosas, um tipo muito agressivo de câncer de pele, podem levar ao surgimento de lesões únicas ou múltiplas, com queda de pelo, vermelhidão, ulceração e até formação de crostas. Esses seriam sinais visíveis e de fácil identificação ao tutor”, explica Oliveira.

No entanto, é preciso estar alerta a outros sintomas, como:

– Perda de apetite

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– Diarreia

– Vômito

– Mudança de comportamento

– Maior tempo de horas dormidas

– Agressividade

– Alteração de coloração, quantidade ou odor de fezes e urina.

Nem sempre o câncer apresenta aumento de volume identificáveis a olho nu e acaba por afetar órgãos internos, glândulas e sistema circulatório, dificultando o diagnóstico precoce.

Tratamentos

Os tratamentos variam a depender do animal, do tipo de câncer, tempo de evolução, condição preexistente, idade e, até mesmo, condição financeira e critérios do tutor, pois assim como em seres humanos, os tratamentos podem ser longos e caros.

A quimioterapia, radioterapia, crioterapia são terapias reconhecidamente eficazes em quadros cancerosos de animais, geralmente precedidas de cirurgias que promovem a retirada de todo ou de parte do tecido afetado pela doença.  Mas isso depende da análise do profissional veterinário.

Prevenção 

Tudo o que pode ser feito para evitar câncer em seres humanos também é válido para os bichinhos. “Condições de vida, exposição a agentes inflamatórios crônicos, inalação de fumaça e outros gases tóxicos, radiação solar excessiva, uso de medicações excessiva, exposição a agente radioativos, tudo isso deve ser evitado”, esclarece o professor.

Para evitar o principal tipo de câncer que afeta cães e gatos, o câncer de mama, é primordial que seja feita a castração antes do primeiro ciclo estral, o cio, da gata ou da cadela. Segundo dados de artigo científico de Fonseca e Daleck, a retirada do ovário realizada antes do primeiro cio reduz o risco de desenvolvimento de câncer mamário para 0,5%. Esse risco aumenta significativamente nas fêmeas esterilizadas após o primeiro ciclo estral (8,0%) e após o segundo (26%).

“Devemos deixar muito claro e advertido que a aplicação de vacinas ou injeções para interromper o cio é prejudicial à saúde dos animais e aumenta em larga escala a chance do desenvolvimento de patologias oncológicas e outros problemas derivados pela introdução desses tipos de hormônios. Se a intenção é impedir a reprodução, então a melhor escolha sempre é a castração cirúrgica”, conclui Oliveira.

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